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Projeto do Sefras participa de debate sobre dignidade e inclusão social no Rio

  • rodrigozavala8
  • 23 de mai.
  • 3 min de leitura

O Sefras foi uma das organizações presentes no evento “Atuando com População em Situação de Rua”, realizado pela Petrobras no último dia 22 de maio, no Centro do Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes do poder público, organizações da sociedade civil, especialistas e integrantes de projetos sociais apoiados pela companhia voltados à população em situação de rua. A iniciativa teve como objetivo dar visibilidade às ações apoiadas pelo Programa Petrobras Socioambiental, além de fortalecer a articulação entre organizações parceiras e instituições públicas que atuam na promoção de direitos, dignidade e inclusão social.

A programação contou com a participação Clarice Coppetti, diretora executiva de assuntos corporativos da Petrobras, da defensora pública federal Cristiane Xavier e de Tereza Guimarães, do Centro Integrado de Atendimento às Pessoas em Situação de Rua (Cipop Rua-RJ), além de representantes de instituições parceiras e integrantes dos projetos apoiados pela companhia. Representando o Sefras, participaram Frei Vagner Sassi e Rosangela Pezoti, respectivamente presidente e supervisora técnica da instituição, além de Thaysa Nascimento, coordenadora da Casa Franciscana.


A oportunidade serviu para que ampliar a articulação entre os projetos apoiados e os parceiros da Petrobras. Além do projeto Trilhas da Autonomia, desenvolvido pelo Sefras na Casa Franciscana do Rio de Janeiro, também foram apresentados os projetos Comum Viver, executado pelo Instituto Maria e João Aleixo, e Recomeçar é Possível, realizado pelo People’s Palace Project do Brasil. Todas as iniciativas fazem parte das ações da Petrobras voltadas ao acolhimento, qualificação profissional e fortalecimento da cidadania de pessoas em situação de vulnerabilidade social. As iniciativas atuam na região central do Rio de Janeiro com ações voltadas à proteção social, qualificação profissional, geração de renda, acesso a direitos e promoção da autonomia, reforçando a importância da integração entre empresas, organizações sociais e poder público para ampliar oportunidades e construir soluções mais efetivas para a população em situação de rua.


Um dos momentos centrais do encontro foi o painel “Desafios das políticas públicas para a população em situação de rua”. Entre os relatos apresentados, a trajetória de Adilson dos Santos Cesar trouxe um olhar direto sobre os desafios enfrentados diariamente pela população em situação de vulnerabilidade. Carioca de 48 anos, Adilson vive há mais de uma década em situação de rua e é frequentador diário da Casa Franciscana, onde se alimenta, toma banho e participa de oficinas. Desde que conheceu o projeto Trilhas da Autonomia, Adilson acompanha atentamente cada etapa da iniciativa e já se inscreveu na lista de interessados nos cursos profissionalizantes e no apoio para reinserção no mercado de trabalho.


Durante sua participação, Adilson destacou os estigmas enfrentados pela população em

situação de rua e a rotina de vulnerabilidade vivida diariamente: “Viver na rua não é opção de ninguém. Muitas vezes, aquela pessoa que está ali dormindo na calçada durante o dia é vista como alguém que não se esforça, não procura trabalho. Mas a verdade é que as noites na rua são perigosas e violentas. E nós que moramos na rua ficamos muito mais expostos a tudo isso. Então, durante o dia dormimos porque estamos exaustos e passamos a noite acordados e vigilantes.” Ele também falou sobre a invisibilidade social enfrentada por quem vive nas ruas: “Mesmo o olhar de desprezo das pessoas que passam por ali acaba sendo uma forma de proteção, porque é mais difícil que algo aconteça com a gente enquanto outras pessoas estão passando perto.”

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Desenvolvido pelo Sefras e financiado por meio de edital público da Petrobras, o projeto Trilhas da Autonomia tem como objetivo promover processos de reinserção social e produtiva de pessoas em situação de rua da região central do Rio de Janeiro, contribuindo para a construção de caminhos reais de autonomia e superação da exclusão social. A proposta parte do entendimento de que a população em situação de rua não precisa apenas de assistência emergencial, mas também de oportunidades concretas para reconstrução de projetos de vida.


O projeto prevê ações articuladas de acolhimento, escuta qualificada, fortalecimento da cidadania, acesso a direitos, cuidado integral, formação profissional, inclusão produtiva e fortalecimento do protagonismo social.


O projeto atende pessoas em situação de rua da região central do Rio de Janeiro, especialmente jovens, adultos e idosos, com previsão de atendimento a mais de 2 mil participantes contínuos e cerca de 600 participantes eventuais ao longo da execução das atividades.


A metodologia está fundamentada nos princípios institucionais do Sefras: acolher, cuidar e defender. Entre as ações desenvolvidas estão atendimento psicossocial, construção de planos individuais de acompanhamento, alimentação e hidratação, banho e distribuição de kits de higiene, lavagem de roupas, cortes de cabelo, rodas de conversa, oficinas culturais e esportivas, atividades externas, encaminhamento para a rede de saúde e saúde mental, cursos profissionalizantes, preparação para o mercado de trabalho e acompanhamento de trabalhadores inseridos profissionalmente.

 

 
 
 

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