Conheça mais sobre nossa Casa Franciscana do Rio de Janeiro
- rodrigozavala8
- há 1 dia
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Trabalho foi iniciado em ação emergencial durante a pandemia de Covid, em 2020, e se estendeu para atendimento diário a 400 participantes

Com pouco mais de cinco anos de funcionamento, a Casa Franciscana do Rio de Janeiro já se destaca com uma ação de solidariedade de impacto e resultados concretos. Todos os dias da semana, a partir das 8h da manhã, são oferecidas cerca de quatrocentas refeições, além de atividades como rodas de conversa sobre saúde, política, segurança alimentar e oficinas de música, capoeira, espiritualidade, alongamento, reciclagem e customização de roupas.
A coordenadora da Casa Franciscana no Rio de Janeiro, a assistente social Thaysa Nascimento, explica: “Em junho de 2020, começamos nossa ação no Convento de Santo Antônio, depois passamos para o estacionamento da Catedral Metropolitana e em 2023 conseguimos nossa sede própria. Há três anos estamos na rua Visconde da Gávea, na região da Central do Brasil, voltada especificamente para ações de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para adultos.

A Casa também oferece serviços de banho, corte de cabelo e barba e lavagem de roupas. Todo o trabalho é acompanhado por uma equipe técnica de cerca de vinte profissionais, entre educadores, assistentes sociais, psicólogos e oficineiros culturais.
Apesar dos resultados positivos, a instituição busca aumentar o número de voluntários e doadores físicos e jurídicos. “Em breve, vamos abrir inscrições para voluntários na plataforma Atados. Precisamos principalmente de pessoas que nos auxiliem a servir as refeições, a separar as doações e a orientar a circulação dos participantes. A única condição exigida é que tenha mais de 18 anos e possa doar até dez horas semanais de dedicação à Casa Franciscana”– explica Thaysa Nascimento.
A coordenadora também aproveita para dizer que doações, tanto de pessoas físicas quanto de empresas, são muito bem-vindas: “Podem nos procurar e orientaremos todo o processo correto para receber a ajuda possível. Nesse momento, estamos precisando bastante de roupas e calçados masculinos”. Também são aceitas doações em dinheiro, que podem ser feitas diretamente na página do Sefras.
Com longa experiência no trabalho com populações vulneráveis, Thaysa explica o desafio diário do acolhimento feito pela Casa Franciscana: “O desafio é fazer com que os participantes se compreendam como sujeitos de direitos. A comida não é só para se manter vivo; o banho não é só para se manter vivo. É preciso que voltem a compreender o sentido de humanidade, algo que a rua acaba retirando. É como recuperar a memória de ser gente plenamente”.
Perfil atendido
Os dados de atendimento entre janeiro e novembro de 2025 revelam um público

majoritariamente masculino (56,9%), mas com presença significativa de mulheres cis (15,1%) e mulheres trans (7,1%), além de pessoas LGBTQIAPN+, evidenciando a diversidade de identidades entre os participantes. O levantamento mostra também um público caracterizado pela vulnerabilidade econômica (todos os participantes com registro informado declararam renda de até ¼ de salário mínimo), pela dependência de programas sociais (84,77% são beneficiários do Programa Bolsa Família, e 13,58% recebem o Benefício de Prestação Continuada) e pela concentração geográfica no Centro do Rio de Janeiro (98,4% são oriundos dessa região). Além desses grupos, 8% são homens jovens, 3,7% mulheres jovens, 5,3% homens idosos, 2,2% mulheres idosas e 0,2% pessoas não binárias jovens.
Em relação à orientação sexual, se verifica que 62% dos participantes se identificam como heterossexuais, 14% como homossexuais, 9% como bissexuais, 2% como pansexuais, 1% como assexuais e 12% preferiram não informar. No que se refere às deficiências, predominam casos de deficiência física, representando 56,67% do total, seguidos pela deficiência visual (23,33%), deficiência psicossocial (6,67%), transtorno neurológico (6,67%), deficiência auditiva (3,33%) e Transtorno do Espectro Autista (3,33%).
A distribuição por religião mostra que 32,18% se identificam como evangélicos, 27,34% como católicos, 25,26% afirmam não possuir religião, 4,84% são protestantes e 3,11% espíritas. Religiões de matriz africana, como Umbanda (1,38%) e Candomblé (1,73%), aparecem em menor proporção, assim como o budismo e o islamismo, ambos com 0,35%.
No que diz respeito ao estado civil, 82,21% dos participantes se declaram solteiros, 8,17% casados, 6,49% divorciados, 1,44% viúvos e 1,44% separados. Apenas 0,24% afirmam estar em união estável.




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