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Em parceria com o CESEEP, trabalhadores do Sefras participam do 39º Curso de Verão

  • Foto do escritor: Melissa Galdino
    Melissa Galdino
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

Realizada nas primeiras semanas de janeiro, a presença de trabalhadores e trabalhadoras do Sefras - Ação Social Franciscana - no 39º Curso de Verão do CESEEP - Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular - representou um importante momento de formação, troca de experiências e aprofundamento de temas centrais para o tempo em que vivemos. Com o tema “Justiça Ambiental: Compromisso Social e Inter-Religioso com o Bem-Viver”, o encontro reuniu organizações, movimentos sociais e diferentes expressões religiosas para refletir sobre os impactos da crise ambiental e suas consequências sociais, especialmente para as populações mais vulnerabilizadas.


Ao longo da programação, diversas mesas promoveram diálogos que se conectam diretamente com a atuação do Sefras nos territórios. Entre os temas abordados estiveram a Laudato Si’ à luz da Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano propõe a reflexão sobre o direito à moradia, pauta presente nas frentes de trabalho da instituição, além de discussões sobre racismo ambiental, a defesa do meio ambiente como direito e os saberes da terra, com destaque para a causa indígena e a força dos povos originários.


O Sefras também contribuiu ativamente com o curso por meio de uma mesa temática dedicada à apresentação do serviço Recifran. O espaço possibilitou o debate sobre a reciclagem a partir de uma perspectiva social, reforçando a importância do reconhecimento das pessoas que atuam nesse campo como agentes socioambientais fundamentais. A mesa foi conduzida por Gabriela Masreguin, coordenadora do Recifran, e por Michael, trabalhador do Sefras e técnico de inclusão produtiva do serviço, que compartilharam reflexões sobre dignidade, direitos e valorização do trabalho na cadeia da reciclagem.



Para Giuliano Saragiotto, trabalhador do Sefras que atua no setor de mística e espiritualidade, a participação no curso tem sido uma experiência significativa de aprendizado e fortalecimento institucional.


“Para nós, que estamos no dia a dia das casas e dos serviços do Sefras, essa formação amplia o olhar e fortalece o sentido do nosso trabalho, ajudando a articular fé, espiritualidade e compromisso social. É muito importante que a instituição incentive a participação dos trabalhadores nesses espaços, porque o aprendizado não fica restrito ao curso, ele retorna para a base, para as equipes e para as pessoas que acompanhamos. Para mim, tem sido um processo de crescimento humano, de aprofundamento intelectual e também de fortalecimento dos vínculos e das parcerias.”

Inserido em um contexto global marcado pelo agravamento da crise climática, pela degradação dos biomas, pelos eventos extremos de enchentes e secas e pelo aumento dos deslocamentos forçados, o Curso de Verão do CESEEP reafirmou a urgência do compromisso social e inter-religioso com o bem-viver. A formação destacou, ainda, a dimensão da injustiça ambiental, que recai de maneira desigual sobre as populações mais vulnerabilizadas, e a necessidade de ações coletivas e articuladas para enfrentar esse cenário, fortalecendo práticas de cuidado, solidariedade e defesa da vida.


A coordenadora do Recifran, Gabriela Masreguin, também destacou a importância do espaço para dar visibilidade à atuação do serviço e ampliar o debate sobre justiça ambiental a partir da reciclagem.


“A participação do Recifran no Curso de Verão foi um momento muito importante para reforçar que a reciclagem precisa ser pensada a partir das pessoas que estão nesse processo. Quando falamos de justiça ambiental, estamos falando também de justiça social, do reconhecimento dos catadores e catadoras como agentes socioambientais fundamentais, que contribuem diretamente para o cuidado com o meio ambiente e para a sustentabilidade das cidades.

Poder apresentar o serviço e dialogar com diferentes organizações e expressões religiosas amplia o entendimento sobre a reciclagem como prática de cuidado com a vida e como política pública. Esses espaços de formação e troca fortalecem o nosso trabalho e ajudam a construir uma narrativa que valoriza quem está na ponta, garantindo dignidade, respeito e direitos para quem vive da reciclagem.”

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