top of page

Sefras celebra São Francisco e os 800 anos de sua Páscoa

Foto do escritor: Melissa Galdino
Melissa Galdino
há 9 horas
3 min de leitura

Festa reuniu trabalhadores em São Paulo e no Rio de Janeiro para lembrar o legado de Francisco de Assis e renovar a missão de acolher, cuidar e defender


O que faz uma missão atravessar 800 anos? Para Frei Paulo Roberto Pereira, ministro provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, da qual o Sefras faz parte, uma das respostas está na capacidade de olhar para as urgências de cada tempo. Foi com essa reflexão que trabalhadores do Sefras – Ação Social Franciscana celebraram, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a festa de São Francisco de Assis, que neste ano marca os 800 anos de sua Páscoa.



Nas celebrações, trabalhadores das diferentes Casas e setores da instituição se reuniram para refletir e recordar que o legado de Francisco não está apenas na história, mas também nas escolhas feitas diariamente junto às pessoas atendidas.


"Celebrar os 800 anos da Páscoa de São Francisco é também celebrar a presença do carisma franciscano, que continua vivo em diferentes partes do mundo. Uma das razões para essa história tão longeva é justamente a capacidade de se adaptar aos sinais dos tempos e criar respostas para as urgências de cada época", afirma Frei Paulo.



Para ele, há outro elemento fundamental: a missão franciscana não é voltada para si mesma. "Quando uma missão está voltada para o serviço, para a solidariedade e para o cuidado com o outro, ela ganha um sentido de eternidade. Por isso, é tão importante celebrar esta festa junto com os trabalhadores do Sefras, que fazem esse carisma continuar vivo por meio do serviço cotidiano", completa.


Uma celebração feita por muitas mãos


Um dos momentos centrais foi a mística conduzida por Frei Tiago Elias, vice-presidente do Sefras. O eixo da celebração foi o ofertório, momento da liturgia em que são apresentados o pão e o vinho, e que também simboliza a entrega da própria vida, dos dons e do trabalho a serviço de uma missão.



No encontro, o gesto ganhou outro significado. Cada projeto ou setor apresentou um objeto que representava sua atuação em uma única celebração.


"Quando ofertamos, não colocamos diante de Deus apenas um objeto. Ofertamos também nosso tempo, nossos talentos, nossa energia, nossos sonhos e tudo aquilo que temos vivido. Cada projeto traz uma parte dessa missão comum. É no chão da vida, no encontro com as pessoas, que revigoramos o sonho de Francisco", explica Frei Tiago.

Os objetos também ajudaram a construir uma analogia com o Rio São Francisco, o Velho Chico, que nasce em Minas Gerais, atravessa diferentes territórios e segue seu curso até o mar. Na celebração, a imagem representou a diversidade de caminhos percorridos pelo Sefras e o encontro de trabalhos distintos em torno de uma mesma missão.


Embora territórios, públicos e atividades sejam diferentes, os símbolos mostraram que há um fio que conecta o trabalho de cada espaço: acolher, cuidar e defender.


O legado que continua

Para Frei Vagner Sassi, diretor-presidente do Sefras, os 800 anos da Páscoa de Francisco são uma oportunidade de olhar para esse legado e, ao mesmo tempo, para as pessoas que seguem precisando de cuidado e solidariedade.

"Celebrar os 800 anos da Páscoa de São Francisco é celebrar também seu carisma e seu amor por aqueles que mais precisam. O trabalho realizado em cada projeto do Sefras expressa, de diferentes formas, esse compromisso. Há pessoas que esperam de nós acolhimento, cuidado e defesa de seus direitos, e é para elas que nossa missão ganha sentido", afirma.

Frei Vagner lembrou ainda que Francisco reconheceu a vida em todas as suas dimensões, inclusive diante da morte. "Francisco nos ensina a acolher a vida até o fim, reconhecendo inclusive a irmã morte. Que nosso trabalho seja um louvor a Deus e uma expressão concreta do amor que recebemos e somos chamados a compartilhar", completa.


Uma festa para celebrar e recomeçar


Para quem acompanha essa história de perto, a festa de São Francisco é um dos momentos mais esperados do ano. Anderson Ribeiro, trabalhador do Sefras há dez anos, conta que a celebração representa uma pausa necessária na rotina.


"A festa de São Francisco é sempre uma das mais esperadas por nós. É um momento de alegria, de encontro e também de reflexão sobre o que fazemos todos os dias. Poder parar, celebrar juntos e lembrar por que estamos aqui renova nossa disposição para continuar o trabalho e manter viva a missão que Francisco nos deixou", comenta.

Ao reunir trabalhadores de diferentes projetos e territórios, a celebração terminou como começou: olhando para o presente. Oito séculos depois, o desafio continua sendo transformar um legado em ação, e fazer com que acolher, cuidar e defender não sejam apenas palavras, mas escolhas concretas diante das urgências de cada tempo.



Comentários


bottom of page