top of page

Sefras participa da Via Sacra do Povo de Rua

  • Foto do escritor: Melissa Galdino
    Melissa Galdino
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura


“Moradia é a porta de entrada de todos os direitos.” A afirmação do frei Tiago Elias, vice-presidente do Sefras, marcou a Via Sacra do Povo de Rua realizada na última Sexta-feira Santa, no centro de São Paulo. A mobilização reuniu milhares de pessoas em caminhada da Praça do Patriarca até a Catedral da Sé.


Organizada pela Pastoral do Povo de Rua, a iniciativa contou com a participação ativa das casas franciscanas: Chá do Padre e Recifran, projetos do Sefras com pessoas em situação de rua, que estiveram presentes na construção das estações e ao longo de todo o percurso.


Inspirada pelo tema da Campanha da Fraternidade deste ano, a Via Sacra trouxe ao centro do debate o direito à moradia é um direito humano fundamental ainda negado a milhares de pessoas. Durante a caminhada, entre cruzes e cartazes, ecoou a mensagem de que moradia é direito, não privilégio.



A proposta foi fazer memória da Paixão de Cristo a partir da realidade das ruas. Em meio a esse cenário, onde a vida se apresenta de forma mais dura, a dor de Cristo se manifesta na vivência cotidiana da população em situação de rua, marcada pela negação de direitos básicos.


No Largo de São Francisco, um dos momentos mais marcantes foi a encenação da estação da crucificação, conduzida pelo frei Tiago e realizada com a participação de pessoas atendidas e trabalhadores do Chá do Padre. Durante a reflexão, ele provocou os presentes a pensarem sobre quem acompanhava Jesus em seu caminho: não eram os considerados melhores da sociedade, mas aqueles que também viviam à margem.



A cena trouxe figuras como Verônica e as mulheres que choravam e acompanharam Jesus até a cruz, aproximando a narrativa bíblica das histórias vividas hoje nas ruas. No mesmo espaço, também houve distribuição de alimentos, unindo o cuidado imediato com a denúncia da ausência de direitos.


Entre as falas que marcaram o percurso, uma sintetizou a realidade de muitos participantes: “Eu também preciso de moradia e luto para ter ela”.


Para o Sefras, a pauta da moradia é central e atravessa todas as suas frentes de atuação junto à população em situação de vulnerabilidade. O tema da fraternidade deste ano reforça esse compromisso ao evidenciar que o acesso à moradia é condição fundamental para a garantia de outros direitos.



Comentários


bottom of page