top of page

Sefras fortalece acesso à documentação de pessoas refugiadas e migrantes por meio da Operação Horizonte

  • Foto do escritor: Melissa Galdino
    Melissa Galdino
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Com mais de 36 mil atendimentos realizados em São Paulo, a Operação Horizonte vem ampliando o acesso à regularização documental para pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e migrantes em situação de vulnerabilidade. O Sefras – Ação Social Franciscana, por meio da Casa de Assis e do CRAI - Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes, integra essa articulação e contribui para garantir que acolhimento e acesso a direitos caminhem juntos.


Criada pela Polícia Federal e atualmente em sua 16ª fase, a Operação Horizonte reúne instituições da sociedade civil e órgãos públicos para facilitar processos como solicitação de refúgio, renovação de protocolos, autorização de residência, acolhida humanitária e regularização por reunião familiar.



Com mais de 11 anos de atuação junto à população refugiada e migrante, o Sefras soma essa parceria ao trabalho já desenvolvido em suas frentes de atendimento, fortalecendo o acesso à documentação, etapa essencial para autonomia, proteção e inclusão social.


Parceria que amplia direitos


Na Casa de Assis, a participação na operação tem gerado resultados concretos. Apenas em 2025, 72 pessoas acolhidas conseguiram acessar agendamentos e avançar na regularização documental por meio da iniciativa. Neste ano, outras 62 pessoas já foram atendidas nessa articulação.


Segundo Aline Moreno, assistente social da Casa de Assis, a operação responde a uma demanda histórica enfrentada por quem busca regularizar sua situação migratória no país.


“Essa articulação veio para melhorar o acesso dos imigrantes aos agendamentos e garantir que consigam ter sua documentação. Muitas vezes, pela via comum, esse agendamento pode demorar meses”, afirma.

Por meio da parceria, a Casa de Assis recebe semanalmente vagas exclusivas para encaminhamento à Polícia Federal. Antes do agendamento, as pessoas atendidas passam por triagem, conferência documental e orientações específicas para cada caso.


“O diferencial é que os atendidos chegam orientados e preparados para o agendamento. No próprio dia, eles já saem com o protocolo provisório, que permite trabalhar, estudar e acessar serviços enquanto aguardam a carteira migratória”, explica.


Acolhimento que transforma trajetórias


Além da Casa de Assis, o CRAI também integra a Operação Horizonte, ampliando a atuação do Sefras nessa rede de garantia de direitos.


A parceria também fortalece o acompanhamento das especificidades de cada nacionalidade atendida. Pessoas vindas de Angola, Congo e Nigéria, entre outras, recebem orientação conforme as possibilidades de regularização previstas para cada caso.


Para Aline, a articulação com a Polícia Federal e demais instituições parceiras é um dos diferenciais da iniciativa.


“Essa operação é extremamente importante porque nos dá acesso a agendamentos exclusivos para as instituições e fortalece nossa orientação. Isso faz com que as pessoas consigam sair com sua documentação garantida”, destaca.

Mais do que agilizar processos, a documentação representa acesso concreto a oportunidades e dignidade.


“O mais gratificante é ver quando eles voltam da Polícia Federal felizes porque conseguiram seu protocolo. Isso muda a vida das pessoas”, relata.


Comentários


bottom of page