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Semana da Paz leva reflexão, diálogo e convivência às Casas do Sefras

Foto do escritor: Melissa Galdino
Melissa Galdino
há 10 horas
3 min de leitura

Com o tema “Casa, Direito e Dignidade”, a programação teve formações, caminhadas, ações nos territórios e um encontro inter-religioso no Chá do Padre



“A defesa da vida em todas as suas formas faz parte da missão inspirada por São Francisco de Assis. Reconhecer que cada ser humano tem dignidade e valor exige ações concretas, e é isso que o Sefras faz ao acolher, cuidar e defender pessoas em situação de vulnerabilidade. Falar de casa é falar do espaço de afeto e de pertencimento, mas também do direito a uma moradia segura”, afirma frei Vagner Sassi, diretor-presidente do Sefras – Ação Social Franciscana.


Foi com essa ideia que a Semana da Paz tomou as Casas e os serviços da instituição. Participantes, educadores e parceiros refletiram sobre como se constrói a paz, sobre o respeito às diferenças e a defesa de direitos. Também houve convivência e mobilização nos territórios.


Formação e música no Recifran


No Recifran, frei Tiago Elias, vice-presidente do Sefras, conduziu uma formação com duas perguntas: “O que você faz para ser instrumento de paz?” e “O que tira sua paz?”. Os participantes compartilharam experiências e falaram das atitudes do dia a dia que tornam as relações mais respeitosas.


Depois, foi a vez da Fanfarra da Paz, com alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Colégio Rainha da Paz. O grupo desfilou pelo território da Casa ao som de música. A tarde terminou com um café coletivo, em que cada um repartiu comida, afeto e saberes.


A paz também se constrói nos territórios


As atividades chegaram às comunidades atendidas pelo Sefras. No Perfeita Alegria de Petrópolis, houve uma ação na Comunidade Oswaldo Cruz. No Perfeita Alegria de Duque de Caxias, os participantes fizeram cartazes e se prepararam para um evento de rua, levando o tema para fora da unidade.


Na Casa de Assis, a Semana da Paz entrou na Celebração da Vida e ganhou um panfletaço nas imediações do serviço, que convidou os moradores do entorno a pensar em paz e dignidade.


No Chá do Padre, a semana começou com uma vivência com o grupo de multiplicadoras. Ao longo do mês, elas vão levar a pauta aos demais participantes do serviço.


A Casa de Clara de Mogi das Cruzes também entrou na programação. Um grupo de participantes foi ao Chá do Padre como voluntário e, na Celebração da Vida, contou a experiência aos colegas. A conversa girou em torno da troca entre as Casas e do valor de participar junto.



Diálogo entre religiões no Chá do Padre


O encontro inter-religioso, no centro de São Paulo, lembrou o Dia do Espírito de Assis, celebrado em 27 de outubro. Representantes de diferentes tradições conversaram sobre “Casa, Direito e Dignidade” e ligaram a paz ao respeito às diferenças, ao direito à moradia e à justiça social.


Estiveram na mesa frei Vagner Sassi; padre Arlindo Pereira Dias SVD, presidente da Rede Rua; mãe Vanessa Labigalini, representante da Umbanda; imã Ihtsham, vice-presidente da Comunidade Muçulmana Ahmadia no Brasil; e o pastor Ricardo Machado, evangélico e ativista pela moradia. A mediação foi de frei Tiago Elias, vice-presidente do Sefras.


As lideranças falaram da dignidade humana e do papel das religiões na promoção da paz. Também defenderam a construção de pontes numa sociedade marcada pela intolerância e pela polarização.


A data lembra o encontro convocado pelo papa João Paulo II em 1986, em Assis, na Itália, quando líderes de várias religiões rezaram juntos pela paz mundial. Desde então, o episódio é símbolo do diálogo inter-religioso.


Paz no dia a dia

Da escuta ao trabalho coletivo, da convivência à defesa de direitos, a semana mostrou que há muitos jeitos de participar da construção da paz. Inspirado em São Francisco, o Sefras defende que paz é mais que ausência de conflito: é garantir condições dignas de vida para todos.

 
 
 

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