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Casa de Clara celebra três anos em Mogi das Cruzes com mais de 28 mil participações em atividades

Foto do escritor: Melissa Galdino
Melissa Galdino
há 21 horas
4 min de leitura

A Casa de Clara, serviço do Sefras – Ação Social Franciscana em Mogi das Cruzes (SP), completou três anos de atuação no território. Para celebrar a trajetória, o projeto realizou uma festa com o tema “Construindo um novo envelhecer com voz e direitos”, reunindo participantes, educadores, trabalhadores e representantes da instituição. A celebração destacou o caminho construído ao longo dos três anos e o protagonismo das pessoas idosas na construção de um envelhecimento com dignidade, autonomia e acesso a direitos.


Pioneira na oferta desse tipo de serviço na região, a Casa de Clara nasceu com a proposta de fortalecer a convivência e promover um envelhecimento ativo e digno, ampliando o acesso a direitos e espaços de participação social. Ao longo dos três anos, o serviço se consolidou como um ponto de encontro para pessoas idosas de Mogi das Cruzes, oferecendo atividades que integram saúde, cultura, movimento, convivência e participação social.


Números que contam essa história


A celebração também apresentou, de forma interativa, os resultados das atividades realizadas pela Casa de Clara entre setembro de 2025 e setembro de 2026. Ao longo desse período, foram registradas 28.261 participações em oficinas como dança circular, yoga, jogos teatrais, fortalecimento, alongamento, ritmos, ações socioeducativas, musicalidade e dança de salão.

Entre as atividades com maior número de participações estão Yoga, com 5.257; ações socioeducativas, com 4.369; Ritmos, com 3.909; Fortalecimento, com 3.708; e Dança Circular, com 3.478 participações. Os números apresentados durante a festa evidenciam a diversidade de atividades oferecidas e o envolvimento dos participantes com a programação da Casa de Clara.

Oficina

Participações

Yoga

5.257

Socioeducativo

4.369

Ritmos

3.909

Fortalecimento

3.708

Dança Circular

3.478

Dança de Salão

2.892

Alongamento

2.223

Musicalidade

1.425

Jogos Teatrais

100

Total

28.261

Acolher, cuidar e defender


Durante a celebração, o Frei Marcos de Melo, integrante do conselho diretor do Sefras, destacou que o próprio nome Casa de Clara traduz a proposta do serviço: construir um espaço de acolhimento, convivência e pertencimento.


“Por que casa? Casa remonta ao carinho, ao aconchego, ao espaço que a gente tem de acolhimento. Clara, por ser uma pessoa que, ao longo da sua caminhada, nos dá o exemplo de acolhida, sobretudo com as irmãs mais idosas”, afirmou.

Para o frei, celebrar os três anos significa reconhecer uma construção que vai além da estrutura física.“Celebrar a Casa de Clara não é somente celebrar o espaço físico, mas celebrar justamente esse acolhimento, essa convivência e essa possibilidade que nós temos de construir com os idosos um espaço onde a convivência, o pertencimento, o crescimento e o conhecimento dos seus direitos trabalham juntos”, afirmou.


Ele reforçou ainda o papel do serviço dentro da missão do Sefras: “É o acolher, cuidar e defender a pessoa idosa em todos os seus aspectos e na sua integridade.”


Três anos de construção no território


À frente da Casa de Clara em Mogi das Cruzes, a coordenadora Yamim Santos destaca que os três anos representam uma trajetória de construção de um serviço alinhado à política pública e, ao mesmo tempo, comprometido com a luta por direitos e dignidade.

“São três anos de uma jornada de construção de um serviço de acordo com a política pública, mas de luta por dignidade, por um envelhecimento com acesso a direitos, com felicidade, com atividade de fortalecimento físico, de dança, de convivência familiar e comunitária e de mobilização política e social”, explica.

Segundo Yamim, os números apresentados durante a festa traduzem transformações que acontecem no cotidiano dos participantes: “Participações essas que trazem resultados na vida dos usuários da Casa de Clara, conseguindo ter a convivência familiar, acessando os seus direitos e a alegria de estar aqui. A alegria de estar na Casa de Clara é o que representa esse serviço e é o que nós celebramos hoje.”

A coordenadora resume o significado da data: “Três anos da Casa de Clara, três anos de alegria e três anos de um processo de construção de políticas públicas para a população idosa.”

Quando os participantes também são protagonistas


Um dos momentos da celebração foi a homenagem realizada pelos próprios participantes aos trabalhadores da Casa de Clara. Em uma apresentação descontraída, eles encenaram os diferentes papéis desempenhados pelos profissionais que fazem parte do cotidiano do serviço, reconhecendo a importância de cada um na construção da Casa.


A iniciativa também dialogou com o tema da festa: ao ocupar o espaço de protagonistas da celebração, os participantes mostraram que envelhecer com voz e direitos também significa ter espaço para se expressar, criar, participar e construir coletivamente.


Para quem frequenta as atividades, a Casa de Clara representa mais do que um espaço de exercícios ou oficinas. É também um lugar de construção de vínculos, amizades e pertencimento.



“Eu adoro a Casa de Clara, porque aqui eu faço exercício, eu danço, eu canto, faço amizade. Eu adoro os professores daqui, as professoras, adoro todo mundo aqui. E hoje é um feliz aniversário”, conta Angélica Azevedo da Costa, participante do serviço.


Seu Mário, que frequenta a Casa de Clara desde o início, também encontrou no espaço um ambiente de acolhimento: “Agora eu vejo que a Casa de Clara realmente trouxe muita coisa boa para os idosos, especialmente para mim e para minha mulher. A gente está muito feliz na Casa de Clara. Eu acho que sair daqui, jamais. Porque é um acolhimento muito bom.”

Segundo ele, a convivência proporcionada pelo serviço também o ajudou a se sentir novamente integrado ao grupo: “Antes eu não tinha aquela alegria de estar junto com o pessoal. A gente chegava fechado, não falava com ninguém. Mas agora eu disparei.”


Para Maria Margarida Ferreira Inácio, que participa da Casa de Clara há dois anos e três meses, as atividades também passaram a fazer parte de sua rotina de cuidados e convivência.


“Para mim foi um lugar maravilhoso. Eu tenho problema de coluna e, devido às atividades que faço aqui, eu me sinto muito bem. As pessoas daqui são muito acolhedoras. Eu só tenho a agradecer e parabenizar todas as educadoras e este dia, que para nós é muito importante: três anos de Casa de Clara. Gratidão”, afirma.


Mais do que marcar o aniversário do serviço, a celebração dos três anos reafirmou uma construção coletiva: a de um espaço onde a população idosa pode envelhecer com dignidade, fortalecer vínculos, acessar direitos e, principalmente, ter voz e participação na sociedade.

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